quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

NOVA CASA



domingo, 18 de Janeiro de 2009

A viagem continua...


E assim nascia o Veto Político, no Verão de 2003. 

À medida que envelhecemos temos de reconhecer as mudanças, aquelas que fazemos e aquelas a que somos sujeitos: a blogosfera em que o Veto nasceu já não existe; eu estou diferente de quando começei a escrevê-lo.

As minhas expectativas em relação a um blog são hoje muito mais elevadas. E, ainda que a embalagem não condicione o produto, prefiro hoje apostar, frontal e deliberadamente, numa aventura mais pessoal e intimista. Essa aposta cria um blog que - como este hoje em dia - não tem interesse para mais ninguém do que o seu autor... e a isso se deve o seu nome.


Continua no...

A Ambição Certa

Muitos preferiam que ele caminhasse lentamente para as trevas. 

Se Israel proclama vitória, não é um cessar fogo; se o Hamas continuar a atacar, não é um cessar fogo


A seguir à Grécia...

a Bulgária, a Letónia e a Lituânia. A insatisfação popular faz-se notar.

sábado, 17 de Janeiro de 2009

Mas que grande discurso na abertura do Congresso

A ler


A coluna de PSL, hoje, no SOL.

O sonho e a realidade


Diz o povo e com alguma parte de razão que só os loucos perseguem utopias. Há pessoas que efectivamente nos deixam desconcertados perante a imprevisibilidade dos cenários que traçam a si mesmas. Parece masoquismo! Para quê perseguir metas onde a razão parece estar ausente? Vivemos num mundo de loucos e sonhadores e o resultado está à vista.


As leituras que a Igreja propõe este domingo deixam-me completamente desarmado. Algures nesta Terra, já muito antiga mas ainda jovem segundo os cientistas, nasceu um homem que perseguia um sonho: “levar a justiça às nações”. A pergunta que surge, inevitável, prende-se na história desse homem. Não saiu das fronteiras do seu país, limitou-se a sensivelmente três anos de vida pública... Como considerar realizável a sua utopia?


Um olhar lúcido sobre a realidade obriga-nos a recuar no optimismo das suas pretensões. A humanidade continua a viver rodeada de injustiças, os homens continuam a lutar uns com os outros, a ganância e a ambição continuam a impedir a harmonia entre todos. O que mudou afinal?


Jesus Cristo era efectivamente um sonhador, mas um sonhador que viu realizadas todas as suas expectativas. O seu Baptismo marca o começar de uma nova e decisiva etapa. Até aí pouco sabemos a respeito de Jesus. A sua vida antes do Baptismo constitui-se como um agradável mistério. Agradável porque podemos imaginá-lo de diversos modos e estilos. O quotidiano de Jesus Cristo não seria certamente muito diferente do meu. Viveria com a sua família, teria o seu grupo de amigos, trabalharia num qualquer oficio, teria os seus ‘hobbies’, sentiria o calor e o frio, ter-se-ia apaixonado e teria certamente sonhado muito. Nas três décadas que precederam a sua vida pública muito terá acontecido, muitas experiências o terão marcado decisivamente até descobrir qual era a sua missão, o que é que Deus lhe pedia.


O sonho de Jesus é realidade. N'Ele cada um de nós vê cumprida a verdadeira e única missão. Da sua intimidade profunda com Deus nasce uma visão da realidade que lhe permite lidar com todos os seus afectos, com todos os seu desejos, com as dificuldades e com os sucessos. Jesus concretizou o seu sonho porque esse sonho pertence e pertenceu a muitos homens e mulheres. Os seus rostos ocultos rasgaram novos horizontes ao longo da história, fizeram deste mundo um lugar melhor.


O sonho de Jesus é realidade, porque hoje através de uma relação profunda com Ele podemos também nós encontrar a verdadeira paz e alegria. Não há nada como ser exactamente aquilo que somos. Estar diante de Deus é perseguir a verdade, de nós mesmos, verdade expressa completamente na vinda de Jesus Cristo. Este homem é demasiadamente semelhante a nós para podermos achar exagerada a sua proposta.


O mundo de justiça com o qual Deus sonhou é agora realidade. Porém precisa inevitavelmente da nossa ajuda. 


11 de Janeiro de 2009 - Baptismo do Senhor 
LEITURA I Is 42, 1-4. 6-7 
SALMO RESPONSORIAL 28 
LEITURA II
 Act 10, 34-38 
EVANGELHO
 
Mc 1, 7-11 

Texto: Rui Ferreira, sj 
Foto: Francisco Campos, sj 


Há aqui imagens que só considerava possível na imaginação: Islândia!


Iceland from Eva Sturm on Vimeo.

Desfrutem bem da "banda sonora": Sigur Ròs.

Deviam fazer a mesma coisa com o PSD

O EXPRESSO encomendou uma sondagem para ver, ideológicamente, onde é que se encaixava o CDS. Mais de metade disse que seria um partido de direita.

Se fizessem isso com o PSD, qual seria a resposta?

Na Holanda, os canais gelaram



Mais uma grande figura da Igreja



Nem sempre faço menção aos homens e mulheres que a Igreja recorda a cada dia que passa. Mas hoje a Igreja recorda aquele a quem se chama "Pai dos Monges": Santo Antão. Eis uma breve resenha.

O Santo principal de hoje é conhecido como o grande iniciador da vida monástica: Santo Antão, que viveu por volta de 251-356. Ele levou homens e mulheres a renunciarem ao dinheiro, ao casamento e a qualquer privilégio para viverem plenamente o Evangelho, numa vida em comum. Santo Antão entendeu a palavra de Jesus: "Vai, vende tudo o que tens e dá-os aos pobres". Mas, depois de viver 18 anos rezando e jejuando sozinho, no deserto, compreendeu que a oração não é completa sem a acção, ou seja, sem a caridade e o amor. Passou então a confortar seus irmãos na fé e no amor, visitando regularmente todos os seus discípulos, que viviam nos mosteiros. 

Cristo atrai cada pessoa de modo diferente. E faz com que essa pessoa desenvolva seus dons, em favor daqueles com quem se relaciona. Faz com que trabalhe e reze junto com seus companheiros, discípulos ou mestres.

sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

O máximo que se pode fazer é ver melhor


Onde está a verdade? A procura incessante do Homem pela Verdade!

(...)
- Mas quem tinha razão, quem tem razão, quem está errado? - perguntei perdido.
-Todos tinham as suas razões, todos erraram.
- Mas vós - gritei quase num ímpeto de rebelião - porque não tomais posição, porque não me dizeis onde está a verdade? 

Guilherme ficou algum tempo em silêncio, levantando para a luz a lente sobre a qual estava a trabalhar. Depois baixou-a sobre a mesa e mostrou-me, através da lente, um ferro de trabalho:

- Olha - disse-me - que vês?
- O ferro, um pouco maior.
- Ai está, o máximo que se pode fazer é ver melhor.

Diálogo entre Guilherme de Baskerville
e Adso de Melk,
O Nome da Rosa, de Umberto Eco

Quem quer ser governador do Banco de Portugal?


Uma boa notícia


O Governador do estado de Maryland assume como prioridade a abolição da pena de morte naquele Estado. São ainda 36 os estados onde esta pena é aplicada.

Um exemplo de Fé


A Igreja celebra hoje os mártires de Marrocos. Eis a sua história:

Em 1219, S. Francisco de Assis enviou em missão para Marrocos seis dos seus mais destemidos frades menores, apaixonados do Evangelho, precursores de todos os missionários portugueses, lançados ao mar tenebroso e à conquista dos povos para Cristo obedecendo ao mandato do Infante de Assis em serviço do Rei dos reis, Jesus Cristo. E lá foram os obedientes frades de origem italiana: Vital, Berardo, Otão (sacerdotes), Pedro (Diácono), Acúrsio e Adjuto (Leigos). 

Foram recebidos em Coimbra pela rainha D. Urraca, mulher de Afonso II que então reinava em Portugal. Continuaram para Alenquer onde se apresentaram à infanta D. Sancha, filha de D. Sancho primeiro e irmã do rei D. Afonso II, fundadora do primeiro convento franciscano em Portugal. 

Seguiram viagem e depois de passarem em Lisboa, chegaram a Sevilha. Aí ficaram uma semana, finda a qual foram à mesquita, precisamente no dia em que os mouros festejavam Maomé e começaram a pregar a doutrina de Jesus e denunciando que o profeta Maomé não passava de uma idolatria. Corridos à pancada para fora da mesquita, passaram a Marrocos, onde começam a percorrer as ruas pregando o nome de Jesus e, quando vêem aproximar-se o Miramolim Aboidil, com mais ânimo continuaram a proclamar a mensagem cristã. O Miramolim mandou-os prender e ficaram numas masmorras vinte dias sem comer nem beber. 

Uma vez libertos, apressaram-se em retomar a sua missão. Decretada mais uma vez a sua morte, o Sultão encarrega o seu filho Abosaide de os prender e decapitar. É chegado então, e definitivamente o momento tão desejado por estes frades, finalmente o martírio pelo nome de Jesus iria por fim acontecer. Foi realmente uma morte violenta a destes cinco frades. São açoitados e, atados de mãos e pés, arrastam-nos de um lado para o outro com cavalos em seguida, sobre seus corpos descarnados deixam cair azeite a ferver, continuando depois a arrastá-los pelo chão mas desta vez sobre vidros e cacos espalhados pelo chão. O Miramolim ainda os tentou com dinheiro e mulheres. Mas não havia nada a fazer e o miramolim dizia então que só a espada poderia calar aqueles homens decididos e firmes no que diziam. “O nossos corpos miseráveis estão nas tuas mãos sob a tua autoridade, mas as nossas almas estão nas mãos de Deus. Com a sua ira no limite, o miramolim pegou na sua cimitarra a acabou com a vida daqueles cinco frades, rachando-lhes o crânio ao meio e depois decepando-lhes as cabeças. Era o ano de 1220. Cedo acabou a tarefa missionária daqueles cinco frades, mas a sua voz continua a ecoar por toda a terra e a sua mensagem até aos confins do mundo. 

Os Mártires de Marrocos foram canonizados pelo Papa Sisto IV em 1481. 

quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Olhemos para os hipopótamos


Um dos passos mais belos da Bíblia tem a ver com um hipopótamo. E não é propriamente um divertimento teológico, pois surge numa obra que explora muito seriamente os limites da responsabilidade humana face à experiência devastadora do Mal. Falo do Livro de Job, claro. O que primeiro nos surge ali é o protesto de Job contra o Mal que se abate inexplicavelmente sobre a sua história, protesto que se estende até Deus, já que, afinal, Ele não isenta os justos das tribulações. Mas depois vem o momento em que Deus se propõe interrogá-lo. E nesse diálogo assombroso, desenvolve-se um raciocínio que não pode ser mais desconcertante. Job só consegue pensar nas suas dores e nos porquês com os quais, inutilmente, esgrima. Deus, porém, desafia-o a olhar de frente para… um hipopótamo. «Vê o hipopótamo que criei como a ti… Levanta a sua cauda como um cedro; os tendões das suas coxas estão entrelaçados. Os seus ossos são como tubos de bronze, a sua estrutura é semelhante a pranchas de ferro. É a obra-prima de Deus…, ninguém se atreve a provocá- lo».

O método de Deus neste singular encontro com Job é abrir a medida do seu olhar, rasgá-lo imensamente a tudo o que é grande, a tudo o que não tem resposta, mostrando-lhe que se o Mal é um enigma que nos cala, o Bem é um mistério ainda maior. A maravilhosa obra do Criador também não tem resposta. Porquê pretender a todo o custo uma solução para o Mal, se o Bem é igualmente uma pergunta, e uma pergunta mais funda, vasta e silenciosa? 

“Olha de frente tudo o que é grande” – é o desafio que Deus faz a Job. E, perante isto, Job responde ao Senhor: “Os meus ouvidos tinham ouvido falar de ti, mas agora viram-te meus próprios olhos, por isso retrato-me e faço penitência no pó e na cinza”. Ele tinha apenas ouvido, mas agora viu, observou a ordem maravilhosa do Criador, fixou-se na sua grandeza, reparou de frente na imensidão. Job queria desvendar a dobra do Mal e esquecia-se que é o Bem o gigantesco segredo, o impensável desígnio da Graça que nos visita. 

Em tempos de um pessimismo quase letal, mais do que financeiro, antropológico, apetece escrever por aí a mensagem urgente: “olhemos para os hipopótamos”.

José Tolentino Mendonça
lido hoje no Página1

Eu não me esqueço


Do que ele conseguiu fazer no Estrela da Amadora. Agora que foi despedido do Vitória de Setúbal só lhe posso desejar: Boa sorte!

Um desafio para 2009

A TEORIA DO DIA “D” DO CONSUMO...

 

Dia “D” do Consumo é apontado como o dia em que a Natureza deixa de ter capacidade para regenerar os recursos necessários para a sustentação da vida humana. 
Estamos a consumir a um ritmo cada vez mais acelerado e desenfreado. Há que ter respeito pelos recursos naturais, dos quais dependemos, e não são infinitos....

Dia "D" do Consumo (Earth Overshoot Day)

 
 

Note bem!

- Em 1961 a população mundial já usava 70% da capacidade produtiva da Terra, o equivalente a pouco mais de 0,5 Planeta Terra.  

- Em 2003 a população da Terra já consumia 25% a mais do que os sistemas biológicos poderiam renovar, o equivalente a 1,25 planetas Terra.

- Em 2008 esse valor aumentou para 40%, o equivalente a 1,4 planetas Terra.

475 dias (1 ano e 110 dias) seria o número de dias necessário para que a Terra pudesse ser capaz de regenerar os recursos que a população mundial consumiu num só ano!

- Estima-se que em 2050, a pegada ecológica da humanidade seja o equivalente a 2 planetas Terra.

Sabia que...

...em Portugal, desde 1961, a Pegada Ecológica é superior à nossa biocapacidade (soma de todas as áreas bioprodutivas).

Portugal (2005)

Pegada Ecológica
(milhões de hectares)  46,5
Área
(milhões de hectares)  10,7
Biocapacidade 
(milhões de hectares)  12,9
População
(milhões)                    10,5

 
 

UM DESAFIO PARA 2009:

...REAVALIE O SEU CONSUMO, RESPEITE OS RECURSOS NATURAIS!
 A NOSSA SOBREVIVÊNCIA DEPENDE DELES!


informação via Lipor

quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

As coisas que pensamos que sabemos


Convém decidir


Um bom exemplo...


de uma má prática.

Não é só sair, é assegurar que tudo continua a funcionar.

Dad's nose. Mum's eyes. Gordon Brown's debt.

terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Perguntas que deviam ser feitas a Hillary Clinton

O NYT reuniu uns pundits e desafiou-os para dar uma amostra das perguntas que gostariam a futura Secretária de Estado respondesse durante o processo de nomeação.

Escolhi duas, de autores diferentes:



Sigam o link, e vejam todas as questões.

My feelings, exactly


Um Editorial do 
The Christian Science Monitor

Estará alguém a ouvir?




Ban Ki-Moon
SG ONU

Um bom conselho


Era uma vez um homem que corria e corria pela vida... A vida era curta e necessitava de correr muito para gozar muito e ser feliz. 

E quanto mais corria, mais necessitava de correr! Descobria sempre mais lugares para visitar! Necessitava encontrar tudo e gozar de tudo. 

Até que um dia, cansado de tanto correr, parou. Então, a felicidade pôde alcançá-lo.

Vasco P. Magalhães, sj

Continuo com as minhas dúvidas


Quando fui ver o Cavaleiro das Trevas já sabia que Heath Ledger tinha morrido. E já muita gente me tinha dito que ele estava fantástico. Vi-o. E achei que ele teve uma performance fantástica. Mas, para mim, o Joker ainda é Jack Nicholson. Sou incapaz de entrar em histerias desta forma. Se calhar estava condicionado "a contrario": como toda a gente me dizia que Heath Ledger era O Joker, tanto me tentei distanciar que não fui imparcial na avaliação.

Vou esperar por segundo visionamento. Mas, ainda que tenha gostado do filme, não me parece sequer que mereça o preço normal de um DVD. Vou esperar que caia para os €10 e depois talvez seja convencido. Não antes.

segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

No topo do mundo!

Para entender a crise financeira - The Last Laugh - Subprime

F A N T Á S T I C O !

Estou rendido...


ao Dakar Argentina - Chile. Desde pequeno sempre me habituei a ver o Dakar, mais pelas imagens do que pela corrida em si... principalmente nos longos anos em que ganhava sempre um Citroën construido para a ocasião.

Mas as imagens com que me tenho deparado este ano são fantásticas. Se necessário fôr, tirem o som e vejam as magníficas imagens que nos chegam do hemisfério sul. Fantástico!

A grande injustiça



Arbitragem


Isto com os grandes é sempre a mesma coisa: ninguém se pode queixar muito, porque novos erros acabam por nos colocar no lugar. Se um erro clamoroso de Pedro Henriques evitou que o Benfica se afastasse, agora é Paulo Baptista que o coloca lá... no primeiro lugar.

Mais vale os grandes estarem calados...

Porque é que não estou surpreendido

Toma lá para não se distraírem!

O PR acaba um comunicado em que desmente que já tenha decidido a data das eleições com um parágrafo lapidar:

sábado, 10 de Janeiro de 2009

Na Mouche


Neste PSD de Manuela Ferreira Leite, a notoriedade, seja lá pelo que for, parece, pois, ser o critério na moda para as escolhas autárquicas. Além de Gonçalo Amaral, em Olhão, fala-se dos jornalistas Hernâni Carvalho e Cecília Carmo para candidatos a Odivelas e Amadora. E do actor João Carvalho, dos Malucos do Riso, para Vila Franca de Xira.

Com este surpreendente regresso social-democrata ao império do populismo, na sua versão de folclore mediático-partidário, só não se percebe o anúncio envergonhado que o PSD fez da candidatura de Santana Lopes à Câmara de Lisboa. Mistérios da S. Caetano à Lapa.

José António Lima,
hoje, no SOL

sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

In Fucking Bruges (with midgets)

Dead Poets Society

Um filme verdadeiramente extraordinário, e o primeiro que deliberadamente me fez pensar.

Vale a pena recordar!